Passeios Químicos em Colónia

[Participei num congresso em Colónia, na Alemanha, realizado num hotel que adaptava um antigo reservatório de água. Visitei a catedral e o Museu Ludwig (mas não faltei a sessões do congresso). Consegui conciliar as visitas por ter apanhado a primeira quinta-feira do mês, na qual o museu está aberto até às 22 horas. Não consegui visitar quase mais nada, mas valeu a pena tanto o congresso como a cidade.]

Colónia é a quarta cidade alemã em população, tendo mais de dois mil anos de história. É atravessada pelo rio Reno que servia de fronteira do Império Romano com as tribos hostis Germânicas (Schwering, s.d.) No museu Romano-Germânico (que não visitei) li que há um busto de Agripina, a qual era natural da cidade e mãe do imperador Nero. Temos, muitas vezes, dificuldade em pensar os "romanos" como originários de outros locais, mas também os imperadores romanos Trajano e Adriano eram de fora de Roma, nestes casos de Espanha.  

É uma cidade vibrante com imensas pessoas nas ruas e nos transportes públicos a falar alto e de forma alegre. Os transportes embora pareçam muito complexos fluem de forma mais ou menos intuitiva. Há muitas pessoas também a usar bicicletas, levando os bebés (com capacetes) sentados nestas ou em atrelados e vê-se muitas crianças de manhã a ir para a escola a pé. O congresso onde foi realizado o congresso era num hotel ao lado de uma Escola que parecia ser secundária, onde se ouvia um nível razoável de barulho. A ideia que temos dos “alemães” sisudos, não poderia estar mais afastada da realidade que presenciei, pelo menos em Colónia.     

O congresso teve lugar num hotel feito numa antiga torre com um depósito onde armazenavam água para consumo humano, Wasserturm Hotel. Esta torre foi construída entre 1868 e 1872, tendo sido desenhada pelo engenheiro inglês John More e serviu a cidade até 1930. Com 35.5 metros de altura e 34 metros de diâmetro era a mais alta e maior torre para armazenar água da Europa quando foi construida. Com a Segunda Guerra Mundial ficou em ruinas, tendo sido reabilitada para ser um hotel nos anos 1990 e renovada em 2021. Ao lado do hotel ficava também uma antiga subestação de distribuição elétrica, que funcionou até aos anos 1950 e que tinha umas bonitas letras em bronze.

O tratamento da água na Alemanha tem aspetos, tanto históricos como atuais, sobre os quais vale a pena refletir. As nações que irão dar origem à Alemanha, foram das primeiras a fazer uso preventivo do cloro na água para evitar doenças, como a febre tifóide. Este tratamento continua a ser atualmente o mais eficaz para corrigir a qualidade da água na entrada da rede e garantir a sua segurança ao longo desta. No entanto, a partir de 1991, foi na Alemanha abandonado o uso de “cloro preventivo” na água de consumo humano (Federal Ministry of Justice and Consumer Protection, s.d.) Em geral, parece não estar a ser usado em cidades como Colónia (RheinEnergie, s.d.) e em Berlim, por exemplo. 

O princípio parece-me sensato se aplicado com rigor, o que hoje pode ser feito, dada a vigilância e cuidado com a rede, mas não podemos cair no extremo de que não querer usar “químicos” por princípio. O cloro pode continuar a ser usado, tanto em casos de emergência e justificados, como  devido à existência de locais onde a qualidade da água não permite serem usados níveis muito baixos de cloro ou mesmo nenhum, podendo ir até 0.3 mg/L (Federal Ministry of Justice and Consumer Protection, s.d.) Repetimos a ideia de que isto pode atualmente ser feito pois possuímos conhecimentos e capacidades que não tinhamos quando começou a ser usada a cloração da água, no início do século XX, para debelar doenças hoje quase esquecidas e que levavam à morte de muitas pessoas, em particular crianças. 

Para que isto seja possível, a água tem de ser muito boa qualidade, obtida através de furos em aquíferos onde a água é muito pura e protegida de contaminações, não podendo ser de superfícies como as de rios ou albufeiras. Em Portugal, de entre os locais de onde conheço as captações, provavelmente seria possível fazer algo semelhante com as Águas do Centro (Coimbra, Leiria e Aveiro) mas não com as águas captadas na Barragem do Caldeirão (Guarda e partes de Pinhel e Celourico da Beira) ou Barragem de Monte Novo (Évora, Reguengos de Monsaraz e Mourão). Depois, assenta em rigorosos e sistemáticos processos de controlo de qualidade, análises, vigilância e manutenção contínua das redes de abastecimento. 

Uma nota sobre as pesquisas via Google, ou sobre o uso de AI. Em Colónia, ao pesquisar o tratamento de água na Alemanha aparecia que tinha sido “banido o cloro em 1991”, só podendo ser usado em casos excecionais. Quando fiz a mesma pesquisa em Portugal apareceu que o “cloro não foi banido em 1991”! Depois de alguma pesquisa verificamos que não são incompatíveis as afirmações, mas é necessário verificar e meditar sobre todas as fontes. Aliás o título do congresso era “Reimagining Learning for a Digital Age” e em várias comunicações era referido que o “fact-check” é das atividades mais importantes atualmente. 

O Museu Ludwig é ao lado da catedral de Colónia e tem a maior coleção de Arte Pop fora dos Estados Unidos. Tem também a terceira coleção de quadros e cerâmica de Picasso, depois de Paris e Barcelona, e muitas outras coleções relevantes. Embora tenha como base a coleção de Peter e Irene Ludwig, envolve um número elevado e doações, fundos e patrocínios (Dziewior, 2026). Tem na sua coleção um número enorme de artistas de primeira linha que aqui apenas vou referir alguns dos que já conhecia pela ordem alfabética em que aparecem num catálogo (Dziewior, 2026):
Joseph Beuys, Alexander Calder, Henri Cartier-Bresson, Marc Chagall, Oto Dix, Marcel Duchamp, Max Ernst, Valie Export, Alberto Giocometti, David Hockney, Jasper Johns, Erns Ludwig Kirchener, Paul Klee, Yves Klein, Fernand Léger, Roy Lichenstein, August Macke, René Magritte, Kazimir Malevich, Ana Mendieta, Francis Picabia, Pablo Picasso, Jackson Pollock, Man Ray, Gerhard Richter, Niki de Saint Phalle,  George Segal, Antoni Tàpies e Andy Warhol. 

Embora muitas obras sejam interessantes por si, aqui vou-me concentrar nos aspetos químicos envolvidos na arte contemporânea. Muitos deles têm a ver a conservação dos materiais usados pelos artistas e com o facto de muitas obras serem pensadas desde o início como efémeras e mutáveis com o tempo. Temos tendência a pensar que as “grandes” obras do passado são mais duráveis ou imutáveis, mas isso é muitas vezes uma ilusão. Esses trabalhos têm também sido restaurados, conservados, e mesmo modificados, ao longo do tempo.    

A escultura icónica Femme assise, do artista francês Raymond Duchamp-Villon (1876-1918), feita entre 1914 e 1915, é muito elegante, mas é também interessante em termos técnicos. Trata-se de uma escultura em bronze que foi dourada, provavelmente, usando folha de ouro, a qual apresenta algumas pequenas falhas na coloração dourada. Será que devemos voltar a colocar folha de ouro como é feito em muitas igrejas, ou devemos aceitar que a escultura envelheça e que fique menos colorida e com falhas de cor? É isto tipo de problemas que se coloca em relação ao restauro ou conservação. Hoje em dia vigora a ideia de “intervenção informada” e que toda a história é importante e não devemos apenas “restaurar” o passado, que muitas vezes correspondia a restaurar para um passado imaginário (que correspondia à ideia que se tinha na altura sobre ele).  

Chamaram-me a atenção os quadrados negros nas telas de Kazimir Malevich (1878-1935). Vários deles apresentam muitas rachadelas brancas que provavelmente não existiriam no original. Não se espera que sejam pintados de novo para tapar as rachadelas, mas mais uma vez vemos aqui os dilemas que se colocam em relação à conservação e restauro das obras de arte.  

Podemos ver neste museu uma tela de grandes dimensões de Salvador Dali inspirado pelo quadro Angelus de Jean-François Millet, La Gare de Perpignan, de 1965. Eu tinha chamado a atenção para o facto de Salvador Dali ter bastante interesse neste quadro, no Passeio Químico na Normandia e Bretanha, tendo feito dezenas de quadros em que este é evocado, mas fui surpreendido por encontrar aqui este. 

Os balões de texto colocados nalguns quadros dão renovadas perspetivas aos trabalhos, e para mim eram ainda mais engraçados pois, não sabendo alemão, tinha de esperar pela tradução do telemóvel, mas no geral o museu tinha muito menos contribuições pedagógicas e geradoras de atenção como tinham os museus na Grã-Bretanha em geral e Escócia em particular. Penso que isso se reflete no número de visitantes, pois embora fosse gratuito (nesse dia) para alemães, não havia multidões como temos nos museus britanicos.  

A obra (antiga instalação onde se podia entrar) Portable War Memorial de Edward Kienholz, datada de 1968, usando chapa zincada e outros materiais foi inspirada pela devolução, em 1968, ao Japão, da ilha Iwo Jima, capturada pelos americanos em 1945, da qual partiu o bombardeiro que deixou cai a bomba atómica em Hiroxima (Dziewior, 2026). Há muitas referências, nesta obra a outros memoriais, ao famoso poster de recrutamento na primeira Guerra Mundial, à Guerra do Vietename, etc. O uso irónico da chapa zincada (que é ferro coberto de zinco usado rotineiramente nos postes e railes das estradas), que dá a tudo uma cor cinzenta, imitando tanto imponentes monumentos de bronze como prosaicas cadeiras e frigoríficos, contribui para pensar as guerras e as tragédias humanas de outras formas.  

Vários quadros estavam dentro de caixas de acrílico que pareciam ser usadas para a sua proteção. O vidro acrílico é um polímero (polimetil-metacrilato) que é mais leve (cerca de 2.7 vezes menos) e resistente a radiação UV do que o vidro. Pode não ser intuitivo, mas em geral estas caixas devem ter alguma abertura para entrar e sair humidade, em particular em lugares em que varie a temperatura, pois a quantidade de água na atmosfera só depende da temperatura. Estando fechado com um valor fixo para a quantidade de água, podem ser criadas gotículas e bolor a baixas temperaturas e secar demasiado os materiais a mais altas temperaturas.  

A obra Soundings, de 1968, é uma instalação do artista norte-americano Robert Rauschenberg. A peça tem cerca de onze metros de comprimento, um metro e quarenta de largura e dois e quarenta de altura, assim como painéis de vidro acrílico espelhado em frente de fotografias de cadeiras que estão no fundo (Robert Rauschenberg Foundation, s.d.). Está equipada por microfones que sempre que o som ambiente atinge determinada altura fazem com que se acendam luzes na parte de trás que tornam transparentes os painéis, sendo que em repouso estes aparecem espelhados refletindo a sala (Robert Rauschenberg Foundation, s.d.). 

A obra foi alvo de intervenção em 2003, tendo sido renovados os sistemas eletrónicos, as lâmpadas e o tampo da caixa (Carlsmith, 2023), mas não parecem ter sido renovados os painéis espelhados. Quando vi e fotografei a obra (antes de ter investigado mais sobre ela) pareceu-me que os espelhos, sendo de 1968, já evidenciavam sinais normais de envelhecimento. Depois de ter lido mais sobre a obra e o seu restauro de 2023, parece-me estava certo. 

Não encontrei fotos antigas, mas quase de certeza que a combinação do envelhecimento do vidro acrílico com a oxidação do espelho, originaram o aspeto não uniforme e amarelo acinzentado que tem hoje. Vai com certeza continuar a envelhecer, mas parece-me que poderá não ser opção renovar os painéis de acrílico. Ou poderá? São discussões muito importantes que envolvem problemáticas do “restauro” e da “conservação”.
Giovanni Maria Farina (1685-1766) foi um perfumista italiano que se estabeleceu em Colónia e criou a primeira Água de Colónia (Accua de Cologne). Hoje em dia os seus descendentes ainda produzem o perfume, sendo a mais antiga fábrica de perfumes em funcionamento. Associado a esta fábrica há um museu do perfume (que eu não visitei). A água de Colónia original incluia os aromas de muitos citrinos e aromas de limonete e flor de laranjeira. 

Salta à vista que a composição, além de não ter compostos artificiais, como têm muitos perfumes atuais, não segue a moderna organização em notas de topo, centrais e inferiores, conforme as fragâncias sejam mais ou menos voláteis e persistentes, que só surgiu no século XIX e foi desenvolvida no século XX originando o triângulo olfativo. Se tentarmos encaixar no perfume nessas categorias, notamos que só continha essencialmente notas de topo muito voláteis. As versões modernas parecem-me continuar a seguir as ideias originais, que chegaram a ser consideradas “aromaterapia” avant la lettre. 
Rainer Ludwig Claisen (1851-1930), conhecido por duas reações muito importantes e poderosas em Química Orgânica, o Rearranjo de Claisen e a Condensação de Claisen, nasceu em Colónia. Também Carl Bosch (1874–1940), do importante processo de Haber-Bosch. Uns séculos antes, o alquimista e ocultista Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim (1486-1535), conhecido como Agrippa, nasceu perto da cidade e estudou na sua universidade. 

A Catedral de Colónia é o monumento mais visitado da Alemanha. Não é barata a visita, o que tendo em conta que é uma igreja pode parecer mercantil. Mas devemos ter em consideração os custos de manutenção de uma estrutura deste tamanho. Note-se também que cerca de 95% do centro de Colónia foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Embora a catedral não fosse propositadamente bombardeada, no final ficou da guerra também bastante danificada. 

Começou de imediato a reconstrução e boa parte das suas esculturas e vitrais destruídos foram ao longo dos anos restaurados a partir de cópias, fotografias e desenhos. Mas nem de todos foi possível fazer cópia. Mal se vê nas fotografias que fiz, mas são muito interessantes uns vitrais modernos que foram realizados para colocar numa janela para a qual não havia documentação. O vitral foi inaugurado em 2007 e projetado pelo artista alemão, que vive em Colónia, Gerhard Richter. Deste artista, já tinha reparado na conhecida obra Ema (Nu a Descer as Escadas) de 1966 no Museu Ludwig. 

A cor dos vitras, já referi várias vezes, tem a ver com pequenas quantidades de compostos inorgânicos, em geral óxidos, ou de metais, que são incorporados no vidro. Por exemplo, pequenas quantidade de óxido de cobalto originam a cor azul e partículas de cobre ou ouro dispersas, ou cloreto de ouro, originam vermelhos e púrpura. Para obter os vários tons de amarelo usa-se óxido de crómio e sulfureto de cádmio, etc.  

Visitar a Catedral de Colónia é também, de certa forma, encontrar uma imagem do “espírito alemão”, se é que podemos simplificar algo tão complexo e heterogéneo. Por um lado salta à vista a simpatia, a emotividade, a espititualidade e também uma certa ingenuidade sincera como a de acreditarem que as relíquias dos Reis Magos estão ali. Por outro lado um certo pragatismo e impaciência, que, curiosamente, pode redundar nalguma desorganização e rigidez. 

Mas o que é o “espírito” de um povo? Dois australianos que encontrei nesta minha ida a Colónia não poderiam ser mais diferente. Uma jovem que encontrei de Fátima para Lisboa, tinha um terço numa mão e outra engessada. Falou-me das suas viagens pela Europa, de Nápoles e do milagre de San Gennaro. Ora os milagres podem ser, como disse S. Paulo, como a fé, a qual é prova do que não se vê. Mark Twain foi bastante sarcástico em relação a este milagre em particular. O outro, encontrei em Colónia, pragmático e rápido, falou do peixe em Lisboa ter sido o melhor que comeu. E adeus. Será que disto posso retirar algumas conclusões sobre os Australianos? Obviamente, não. E sobre os austríacos que conheci no congresso? E os eslovacos? E os húngaros? E os americanos? E os portugueses? Embora seja tentador procurar encaixar clichés...

É muito curioso o túmulo com uma grelha de ferro em forma de cesto. Segundo percebi é do Conde Gottfied IV que vendeu o seu condado à arquidiocese de Colónia. Morreu em 1371 e a tradição refere que a grelha foi colocada para evitar que a estátua tenha sido vandalizada por familiares furiosos pela venda dos bens à igreja. Como já referi noutros locais, as grelhas são eficazes a evitar a corrosão pois quase não têm pontos favoráveis à redução do oxigénio. 

Para haver uma entrada para a torre pelo lado de fora da catedral foi criado um túnel de acesso que parece ter sido realizado com brocas gigantes na cave da catedral. Nas paredes vêm-se cores escuras que parecem corresponder a rochas redondas, as quais provavelmente com o peso enorme da catedral foram compactadas. É interessante o que podemos encontrar em algumas escadas de torres vistáveis. Reparei nisso na Torre dos Clérigos, no Porto, mas não me lembro de ter visto algo semelhante na Giralda em Sevilha ou na Torre da Universidade em Coimbra: pastilhas elásticas nos degraus e grafiffis nas paredes. Talvez não seja uma questão antropológica profunda, mas apenas falta de manutenção e vigilância, mas fiquei a meditar nisso.  

Vale a pena o esforço de subir até ao cimo da torre (são 533 degraus até à altura de 97 metros). Passamos pelos sinos, em particular pelo que é denominado "Dicker Pitter " (Pedro Gordo) aos 53 metros. Este sino tem de massa 24 toneladas e mais de três metros de diâmetro. Escapou a ser fundido, como o foram muitas estátuas e sinos, nomeadamente em França, por, alegadamente, ser necessário "para anunciar a vitória". Em 1951 apareceu uma fissura neste sino e, em 2011, caiu um bocado com centenas de quilogramas, mas ainda pode tocar (Visit Koln, s.d.)

Referências

Caroline Carlsmith (s.d.). Soundings (1968), Robert Rauschenberg. https://www.carolinecarlsmithconservation.com/portfolio-collections/my-portfolio/soundings-1968-robert-rauschenberg-museum-ludwig-koln (acedido a 3 de outubro de 2026).

Federal Ministry of Justice and Consumer Protection (s.d.) Ordinance on the Quality of Water Intended for Human Consumption (Trinkwasserverordnung – TrinkwV) Federal Law Gazette 2023 I No. 159. https://www.gesetze-im-internet.de/englisch_trinkwv/englisch_trinkwv.html (acedido a 6 de outubro de 2026).

Yilmaz Dziewior (Ed.) (2026). 146 Artworks from the collection. Museum Ludwig.

Robert Rauschenberg Foundation (s.d.). Soundings, 1968. https://www.rauschenbergfoundation.org/art/artwork/soundings (acedido a 3 de outubro de 2026).

RheinEnergie (s.d.) O abastecimento de água está em boas condições [tradução automática] https://www.rheinenergie.com/privatkunden/wasser/wasserversorgung/ (acedido a 7 de outubro de 2026)

Max-Leo Schwering (s.d.). Cologne: Cathedral and City Guide. Rahmelverlag.

Visit Koln (s.d.) Cologne Cathedral Tower Climb. https://www.cologne-tourism.com/arts-culture/sights/cologne-cathedral/tower-climb (acedido a 10 de setembro de 2026).


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