[Fomos alguns dias a Madrid no Natal de 2025, essencialmente para a ver a exposição sobre Robert Capa no Círculo de Belas Artes e as exposições-diálogos entre Wahrol e Pollock (Warhol, Pollock and other American spaces) e Picasso e Klee (Picasso and Klee in the Heinz Berggruen Collection) no Museu Thyssen-Bornemisza]
Já não iamos a Madrid há alguns anos (ver aqui e aqui) e agora há uma muito maior precupação - e bem - com as emissões de gases dos carros. Na nossa casa temos um carro a gasóleo – e é o único que temos – cujo motor funciona pela queima de hidrocarbonetos, os quais podem ser aproximados (no caso do gasóleo) pela fórmula C12H26, produzindo-se assim 12 moléculas de dióxido de carbono por cada molécula de hidrocarboneto queimada.
Pelo menos 7% deste combustível tem de ter origem não fóssil e renovável (é o chamado biodiesel que é assinalado com um quadrado branco com um um sete nas bombas de gasolina), mas neste momento já há carros que usam gasóleo 100% renovável (HVO, hidrogeneated vegetal oil), o qual só está disponível, no entanto, para empresas. Este gasóleo é, por agora, tanto quanto percebi, mais caro e as perolíferas não divulgam publicamente o seu custo. Como se pode imaginar, estes combustíveis exigem uma grande quantidade de gorduras, o que origina periodicamente os óelos usados serem mais caros do que os virgens ou muita procura por óleo de palma cuja produção intensiva também não é boa para o ambiente. As reações químicas de produção de biodiesel são relativamente simples e chamadas pelos químicos de esterifiação correspendendo de forma simplificsada a R1COOH+R2OH→ R1COOR2+H2OPor outro lado, estão a ser desenvolvidos métodos para o uso de outros tipos de desperdícios de gorduras que não apenas os dos óleos usados. O que ressalta disto é que vivemos num mundo muito complexo que envolve um número muito grande de relações também complexas. Claro que isso não nos deve, nem pode, impedir de agir, mas dever-nos-á alertar para o facto de não existirem quase nunca soluções simples e que as melhores soluções são muitas vezes inesperadas.
Íamos ficar alojados na Zona de Baixas Emissões (ZBE) e pedimos autorização para entrar na cidade com o carro (deve pedir-se com antecedência de 20 dias). O nosso carro, embora seja de gasóleo, é Euro 5 (mais à frente comentarei os carros mais modernos Euro 6) e estava dentro das condições requeridas, mas mesmo assim havia zonas centrais da cidade onde só poderia passar para estacionar num parque. Basicamente, nas ZBE mais restritivas só podem circular carros elétricos que não emitem gases com efeito de estufa. Estes, para além de não emitirem gases, têm menos componentes o que torna a sua produção mais sustentável. Mas, obviamente, não são completamente isentos de problemas ambientais. Desde logo, as baterias que são de lítio e cobalto. A obtenção destes elementos, tem obrigado à muito maior exploração destes recursos minerais. Já começam a existir baterias sem cobalto e baterias de ião sódio, mas ainda estamos longe de ter o problema resolvido pois o crescimento da produção de carros elétricos tem sido exponencial. Estão a ser estudados também outros tipos de baterias como as de metais e ar, mas também ainda estamos longe da sua produção em massa. Também a produção de eletricidade pode originar problemas ambientais, nomeadamente a que é obtida por queima de metano ou carvão.No primeiro caso a sua produção em ciclos combinados é mais eficiente do que a queima de hidrocarbonetos nos carros, mas a sua eficiência ainda ronda os 60% (referi isso a propósito do Passeio Químico em Setúbal). Também as eólicas, as centrais fotovoltaicas e as barragens hidroelétricas não são isentas de questões ambientais. Desde logo o cimento e os espaço que tem de ser usado. Depois, se as primeiras usam grandes quantidades de terras raras, as segundas necessitam de silício de grande pureza, etc. Em qualquer dos casos, a análise completa dos processos envolvidos tem mostrado que são os carros elétricos mais vantajosos ambientalmente. Mas podemos ainda ir muito mais longe: produzir carros mais pequenos que usem menos recursos e emitam menos partículas dos seus pneus quando em circulação, ou andar mais a pé, de bicicleta e de transportes públicos. No bairro de Arganzuela, junto ao rio Manzanares, situavam-se alguns dos equipamentos que faziam funcionar a cidade de Madrid no início do século XX, nomeadamente o matadouro e o gasómetro. O primeiro está agora transformado num centro cultural e de lazer (Centro de Créación Contemporânea) e do segundo resta o nome de uma rua e um parque com uma chaminé (onde não fui). O matadouro funcionou até 1996 e tem uma área bastante grande com pavilhões onde eram abatidos os diferentes animais (tem ainda as placas de cerâmica com as designações dos animais), um depósito de água e vários outros equipamentos. Chamou-me a atenção existir uma porta identificada com o nome de laboratório, onde seriam analisadas as carnes dos animais. Provavelmente não irão gostar do que escreverei a seguir por ser demasiado cru, por isso podem saltar para o parágrafo seguinte, mas, na minha opinião, estes números continuam a existir algures e deveremos ter consciência deles - o abate de animais para alimentação continua a ser feito, mas cada vez mais afastado das nossas vistas. Na região central de Madrid vivem cerca de 3.5 milhões de pessoas. Se essas pessoas consumirem cerca de 100 gramas de proteína, mesmo que metade das pessoas seja vegetariana o número de animais abatidos por dia será da ordem dos milhares (estimativa com um valor médio do peso de um bovino de 500 kg, ovelhas de 100 kg e galináceos de 5 kg). E os números de 1996 não serão muito diferentes pois a população era mais ou menos a mesma em quantidade de pessoas. Entretanto, estes milhões de pessoas têm de ser alimentados. Além da proteína vegetal, modificada (ou não) geneticamente, ou produzida (ou não) por biotecnologia, há experiências interessantes com o que é designado como “agricultura celular” ou por “carne cultivada” nas quais são produzidos carne a partir de células de animais vivos, sem que este tenham de ser abatidos. Os problemas de aspeto e sabor já estão em boa parte resolvidos, mas o principal problema continua a ser o custo. Esta proteína é ainda muito cara e por isso não é competitiva economicamente num mundo em a carne dos animais abatidos é muito mais barata. Outra possibilidade é o uso da proteína proveniente de insetos, mas também em relação a isto há alguma resistência na sociedade. O ser humano é bastante incoerente: não gosta de ver matar animais, mas pode ao mesmo tempo salivar por um bife ou costeleta se não souber de onde estes vieram. No matadouro visitámos uma exposição de Cristina Mejías (“Lengua em coro, cuenta”) que consistia numa instalação numa zona escura, iluminada com luzes cenográficas, onde circulava água, tendo como canos e recipentes diferentes materiais (madeira, bambu, vários tipos de metais, vidro, fibra de vidro e plástico – foram os em que repare). Eram bastante bonitas as imagens, os reflexos nos vidro e água e a oxidação de alguns metais. Curiosamente, reside aqui uma das grandes possibilidades da arte moderna. Uma instalação parecida, embora menos complexa e com menos partes inúteis, mas potencialmente igualmente bela poderia ser feita por um agricultor imaginativo, para regar as suas plantas. Entretanto, ouve-se cada vez menos a triste expressão: “eu também poderia fazer isto”. Mas, paradoxalmente, faz sentido. Não no sentido de desvalorizar a arte moderna, mas mas para reafirmar que todos somos artistas em potência, embora alguns muito melhores do que os outros, claro, e que poderemos encontrar beleza e motivos para refletir sobre qual é a nossa posição no mundo, em tudo o que nos rodeia. O exemplo clássico é Pablo Picasso e até será interessante citá-lo pois irei mais à frente referir uma exposição com quadros dele. Toda a gente "sabe" que este sabia desenhar, mas foi ao longo tempo trabalhando as suas imagens para obter os efeitos que agora nos fascinam. E poderemos ainda ir mais atrás: os pintores considerados clássicos e os melhores pintores académicos queriam-nos dizer alguma coisa que quase numa era a simples reprodução acrítica da realidade. Eu também visitei nesses dias o Museu do Prado (valeu a pena ficar nas filas) e quem já viu com atenção as Meninas de Diego Velázquez, as Majas de Francisco de Goya e muitos outros trabalhos, sabe a que me refiro. As sensações estéticas (e não me refiro à emoção básica de estar ao lado de obras famosas) são devidas a coisas muito para além da reprodução formal da realidade (pense-se noutros artistas presentes no Prado, por exemplo, El Greco, José de Ribera, Caravaggio, Tintoretto ou Tiziano). Uma quase magia das telas e da pintura a óleo é que parecem, especialmente se bem iluminadas e restauradas (retirando o pó e os vernizes que as recobriam e escureciam) que acabaram de ser pintadas. Isso acontece, penso eu, por os pigmentos usados serem muito coloridos e brilhantes, já que os óleos secam em poucos dias. Alguns pintores, como El Greco, usavam pó de vidro para misturar com os pigmentos para maximizar esse efeito (referi isso, assim como a química dos pigmentos usados no Passeio Químico em Toledo). Referi ainda nesse passeio, o uso de resina de pinheiro, mas isso acarreta alguns problemas de conservação a longo prazo, segundo li agora: escurecimento e formação de rachadelas. Na exposição-diálogo Wharol e Pollock há um efeito brilhante numa tela negra na qual Wharol usou pó de diamante. Diz-se que "os diamantes são eternos" mas os químicos sabem que são um estado metaestável do carbono, sendo a grafite mais estável. Há também uma frase que gosto muito de Michael Faraday: "a vela é mais brilhante do que um diamante, pois tem luz própria".O matadero e o gasómetro ficavam na parte Sul de Madrid junto ao rio Manzanares no bairro de Arganzuela, sendo agora esta parte da cidade chamada Madrid-Rio. Estava frio e a chover e acabámos por não explorar a zona, mas há pelo menos duas pontes que parecem valer a pena visitar. Também não fomos ao Palacio do Cristal de Arganzuela construído pelo arquiteto Luis Bellido e González entre os anos 1908 e 1928 e reabilitado em 1992. O acesso a um site com mais informações não parece ser fácil de assnalar (o link está sempre a mudar) mas pode chegar-se lá pelo site do Turismo, mas uma vez acedido temos acesso a a um conjunto de informação muito interessante sobre as espécies disponíveis na estufa, o mapa do Palácio de Cristal e também sobre as pontes sobre o rio e a qualidade da sua águas do Manzanares. Segundo li, uma parte estava encanada (eu nem sabia que Madrid tinha um rio) e debaixo de autoestradas de acesso a Madrid, mas agora há um movimento de renaturalização e depuração das suas águas. Já referi em vários passeios os esqueletos dos gasómetros onde o gás era armazenado e distribuído pela cidade, que a qui em Madrid já não parecem existir. A produção de gás era feita por aqucimento de carvão a cerca de 1000ºC. Um pouco por acaso, fui dar à famosa feira do Rastro. À primeira vista não é muito diferente das nossas feiras atuais mas é interessante pela mistura de produtos que oferece e pela riqueza e contacto humanos. No Círculo de Belas Artes fomos ver a exposição sobre Robert Capa (1913-1954), autor de fotografias emblemáticas da Guerra Civil Espanhola, da Segunda Guerra Mundial, da primeira Guerra Israel-Árabe e da Guerra da Indochina (onde morreu com 40 anos ao pisar uma mina terrestre). Achei especialmente interessante, estarem lá muitas das fotografias originais que foram usadas para as publicações, assim como cartas e outros objetos pessoais. Curiosamente, várias fotografias icónicas estão ligeiramente desfocadas ou tremidas, mas é precisamente isso que as torna muito mais interessantes, pois foram tiradas em situações perigosas ou difíceis e criam uma dinâmica que consideramos hoje genial. Robert Capa costumava dizer que "se a fotografia não é interessante não tinha sido tirada suficientemente perto”. No Círculo de Belas Artes havia também a exposição “¡Aquí hay petróleo!”, que toma o nome de uma comédia de 1955, que aborda, segundo os seus curadores, “as relações entre os combustíveis fósseis, as forma contemporâneas de poder e os imaginários do desejo” em particular durante o franquismo até ao presente. Achei interessante a exposição, por um lado parecer apresentar uma tensão (que já tinha notado em Valência) entre o olhar olhar atual em Espanha e o passado e o que resta do franquismo, e, por outro lado, por explorar uma estética irónica que a relaciona com o “machismo tóxico”, usando expressões com “petromasculinidade e fascismo fóssil”. Ironia à parte, trata-se de um assunto muito sério, pois o franquismo abraçou abertamente a modernidade e a industrialização, em particular química, ao mesmo tempo que era repressivo para as pessoas e ambientalmente desplicente. Infelizmente, o preço dessa modernidade, mesmo quando as alternativas eram ainda piores, foi (e ainda é) demasido alto. Foi também apropriado pois ainda estava a refletir sobre as ZBE.Ainda no Círculo de Belas Artes fui uma a exposição com obras de Martín Chirino (1925-2019) o qual foi responsável pela rearticulação do Círculo de Bela Artes de 1983 a 1992, segundo é dito na apresentação dos seus trabalhos. As suas esculturas metálicas têm valor artístico em si, mas o que me chamou mais a atenção foi o uso de diferentes metais e ligas metálicas o qual origina cores e superfícies diferentes, onde impera a figura gemétrica da espiral. O Círculo de Belas Artes foi fundado em 1880 e é um edifício (na página dizem ser arquitetura neo-clássica) na Rua de Alcalá, perto da Gran Via, interessante em si mesmo, com uma explanada no sétimo andar que se paga para aceder (seis euros só o acesso ou um euro a somar aos valores dos bilhetes das exposições) onde há uma grande estátua de Minerva e se tem uma vista privilegiada da cidade. As salas onde estavam as exposições eram da cave ao primeiro andar, mas continuando a subir passa-se por um salão de baile, uma sala de jogos e uma biblioteca (para associados, mas podem ser alugados as salas de baile e de jogos) e por muitas outras salas que podem ser alugadas, em particular duas que tinham os nomes de Maria Zambrano (falei dela a propósito de um Passeio Químico em Segóvia) e Ramón Goméz de la Serna. A entrada faz-se por uma rua lateral pois na rua principal tem uma cafetaria. O Círculo tem também uma sala de espetáculos, um cinema, uma rádio e uma revista (denominada “Minerva”). No Museu Thyssen-Bornemisza fomos ver as exposições-diálogos de Klee e Picasso e Pollock e Warhol. Para a primeira não havia hora marcada e fomos visitar de imediato. Não tivemos grandes surpresas, nem o diálogo nos pareceu, inicialmente, muito frutifero (à primeira vista parecia um diálogo de surdos). No site dizia que “Picasso e Klee não podiam ser mais diferentes” mas partilharam, no entanto, temas e atitudes, uma “estratégia redutora e deformadora análoga” e uma forma “similar de utilizarem a arte como arma de transgressão”. Curiosamente, foi nesta ida a Madrid que reparei que as espadas dos toureiros matadores eram muito pequenas e um quadro Picasso reproduz bem isso. Esta exposição estava integrada na visita ao museu e acabei por ver todos os quadros. Com objetivos pedagógicos, havia modelos de quadros em relevo para cegos e de um dos quadros podia ser visto a análise das suas imagens obtidas em Infravermelho e de de outras formas. Não sei se a fotografia que fiz dá uma boa ideia do efeito, mas achei interrssante. Na minha opinião, ainda não atingiram a eficácia e a extensão dos museus da Grã-Bretanha que visitei e referi a propósito dos Passeios Químicos em Londres e Escócia mas, mesmo assim, achei muito bem feito. Na exposição-diálogo entre Warhol e Pollock estavam os quadros ditos da “oxidação” e da “urina” de Andy Warhol, que eu não conhecia. Ambos os conjuntos de quadros foram “regados” com a urina de Warhol ou dos seus amigos, mas no primeiro conjunto as telas foram primeiro pintadas com uma tinta metálica de cobre ou de outras ligas e no segundo foram “regadas” as telas de pano cru. No primeiro caso, se as tintas metálicas forem de cobre, a urina promove a oxidação do metal, originando manchas verdes de sais de cobre (II). Mas a questão é muito mais complexa pois dependia da alimentação e fisiologia dos “executantes”. Notam-se também manchas mais escuras que podem ser de sais de cobre (I), os quais são castanhos avermelhados, ou de outros materiais. Nas telas de pano cru, a urina originou manchas mais escuras que tanto podem ser devidas à oxidação do algodão da tela como a reação com outros materiais. Sabe-se, no entanto, que o estúdio cheirava bastante mal nos anos 1970 e que havia uma grande fixação na toma de vitaminas. Os estudos disponíveis não são muito claros sobre as composições, mas parece certo que é a ureia da urina que promove a oxidação. Esta moléculas está presente na urina (cerca de 20 g por litro ou 2%) e é em boa parte responsável pelos efeitos coloridos da formação de sais verdes de cobre (II) e (em muito menor quantidade), avermelhados de cobre (I). Não deixa de ser curioso que a ureia esteja a ser estudada para uso em células de combustível de carros. Uma coisa menos boa é que se forma dióxido de carbono nestas células (ânodo: NH2)2CO+6OH-→N2+ CO2+5H2O+6e-, cátodo: O2+2H2O+4e- →4OH-). Entretanto, nos automóveis classificados como Euro 6, é usada uma reação similar da ureia para eliminar os óxidos de nitrogénio (NOx) gerados combustão a altas temperaturas pela reação entre N2 e O2: 6NO2 + 4 NH2)2CO → 7 N2+ 4CO2 + 8H2O. Para isso é usada uma solução muito concentrada de ureia que atura sobre os gases de escape. Por exemplo, o AdBlue da Galp (apresentada numa fotografia que fiz já em Portugal) é uma solução aquosa de 32,5% de ureia. Assim, formos dos automóveis até arte e desta de novo para os automóveis, através da ureia! (A foto foi já tirada em Portugal, numa estação de serviço da Guarda) No Jardim Botânico de Madrid, como é inverno, muitas plantas estão adormecidas, mas se estivermos com atenção podem ainda ver muitas coisas interessantes. Quem me conhece, sabe que reparo sempre nos teixos (Taxus baccata). (Já referi a sua importância na produção de um medicamento para o cancro nos Passeios Químicos em Nova Iorque e Porto entre outros locais) Há bastantes exemplares desta planta neste jardim que, além de estarem presentes em sebes, estão em exemplares de tupiária e bonsai e árvores. Também me chamou a atenção os metais nos tanques de água que parecem ser de zinco e os grampos de ferro chumbados com... chumbo. Mas disso eu já falei em vários passeios.Enconto sempre alguma coisa nova ou motivo de surpresa nos Jardins Botânicos. Nas estufas, além do cafeeiro, que estava cheio de frutos (é a partir da semente, que depois de torrada, fazemos o café, estando nesta a cafeína), reparei numa pequena trepadeira que (estava assinalada) ser a pimenta (Piper nigrum). Eu nunca tinha visto (que me lembre) a planta e vi entretanto que é cultivada de outras formas.
Havia também uma exposição muito bonita de fotografias de mulheres na ciência nas universidade bascas.
Entretanto regressámos, não antes de comermos vários salmorejos (os quais não eram muito diferentes do que faço) e provarmos novos e imaginativas pratos e renovadas formas de ver e agir sobre o mundo.
Referências
Círculo de Belas Artes ¡Aquí hay petróleo! https://www.circulobellasartes.com/exposiciones/aqui-hay-petroleo/ (acedido 8 de janeiro de 2026)
Círculo de Belas Artes. Martín Chirino. Memoria del Círculo. https://www.circulobellasartes.com/exposiciones/martin-chirino-memoria-del-circulo/ (acedido 8 de janeiro de 2026).
Círculo de Belas Artes. Robert Capa. Icons https://www.circulobellasartes.com/exposiciones/robert-capa-icons/ (acedido 8 de janeiro de 2026).
Galp. Adblue: o que é e para que serve? https://www.galp.com/pt/pt/particulares/estrada/blog/detalhe/adblue-o-que-e-e-para-que-serve (acedido 9 de janeiro de 2026).
Pepo Paz Saz. Un corto viage a Madrid. Anaya Touring, 2018.
Museo Nacional del Prado. La Guía del Prado. 2019.
Museo Nacional Thyssen Bornemisza. Picasso y Klee en la colección de Heinz Berggruen. https://www.museothyssen.org/exposiciones/picasso-klee-coleccion-heinz-berggruen (acedido 8 de janeiro de 2026).
Museo Nacional Thyssen Bornemisza. Warhol, Pollock and other American spaces. https://www.museothyssen.org/en/exhibitions/warhol-pollock (acedido 8 de janeiro de 2026)
Museo Nacional Thyssen Bornemisza. Warhol, Pollock and other American spaces. Guía didático 42, 2025.
Ray Smith. Guia do Artista. Dorling Kinderley, 2003.
The Warhol. Oxidation Paintings. https://www.warhol.org/conservation/oxidation-paintings/ (acedido 9 de janeiro de 2026).
Turismo de Madrid. Estufa do Palácio de Cristal de Arganzuela. https://www.esmadrid.com/pt/informacao-turistica/invernadero-del-palacio-de-cristal-de-arganzuela (acedido 8 de janeiro de 2026).





